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De operador de máquina à inventor

Máquina de algodão doce criada em casa, furadeira de mesa, moedor de milho, aviões que fucionam a élice com eletricidade, disco de corte, disco de afiar faca e mais uma dezena de coisa, tudo feito em casa e no maior capricho para mostrar às visitas.
 
Assim é a casa do senhor Eurico Lopes do Amarante, que aos 61 anos já coleciona invenções e criações que saíram de sua cabeça.
Aposentado pela empresa Klabin, no cargo de operador de máquinas, o otaciliense, morador do bairro Fátima, nunca deixou de trabalhar, pois acredita que assim ficaria doente.
 
“Hoje faço pequenos consertos de máquina de lavar roupa, centrífuga e tudo o que me trazem aqui, me distrai, ocupa minha  mente e ainda entra um dinheirinho”, conta.
 
Logo na chegada de sua casa já podemos ver os aviões que ele fabricou em madeira e canos de pvc pendurados na cozinha, que ele logo liga para mostrar que todas as élices funcionam perfeitamente.
 
“Eu nunca fiz curso, acho que já nasci com esse dom, na verdade se eu olho para alguma coisa e gosto, já fico imaginando como que ela é feita, pego um papel, desenho o modelo e fabrico”, diz.
 
Seu vizinho e amigo, popular Tio Brexa, conta que uma vez Amarante viu sua máquina de fazer algodão doce e quando menos esperou o inventor apareceu com a mesma máquina confeccionada por ele mesmo em sua casa e funcionando muito bem.
 
Entre seus inventos também tem um compressor de ar, carregador de bateria, aparelho de solda, coisas que guarda em uma casinha no fundo do terreno que usa como oficina para suas criações. “Agora eu quero fazer uma viola de 12 cordas, não posso tocar porque sofri um acidente e perdi alguns dedos, mas ainda vou construir o instrumento para mim”, adianta.
 

A esposa Vanísia Pessoa Amarante conta que o marido sempre gostou de fazer seus inventos. “Toda vida ele foi assim inventador de moda e a gente apoia, pois é uma coisa que ele gosta”, conclui. Amarante é pai de 4 filhos e tem 2 netos, que se divertem com as invenções do avô. 

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