?Enquanto estiver viva não largo do meu crochê?
Marli Ribeiro da Cruz, de 49 anos, é uma otaciliense apaixonada por artesanato, principalmente o crochê que é a sua especialidade. “Adoro confeccionar crochê desde criança, quando minha mãe me deu a primeira agulha, foi aí que despertou a minha vontade de ser artesã, naquela época não existiam revistas, então minha mãe começou a me ensinar um ponto básico, que era a “teia de aranha”, aí fui me aperfeiçoando, aprendendo as técnicas todas sozinhas”, explica.
A artesã conta que naquela época era difícil de comprar linha, pois tinha um custo alto e morava no interior, época em que quase não tinha acesso a cidade. “Quando minha mãe comprava um novelo de linha eu fazia “dar cria”, usava ele até acabar inventando várias coisas”, conta entre risos. Além de crochê, Marli também faz pintura em tecido, roupas, cortinas e bolsas. “Sempre procuro fazer o mais perfeito possível, pois o crochê exige atenção, além de demorar para fazer, não pode errar nenhum pontinho, senão erra a confecção toda”, diz.
Ela considera o crochê algo indispensável em sua vida e todo dia precisa fazer um pouquinho. “Sempre levo na minha bolsa um novelo de linha, que é indispensável para mim, pois além de ser um costume, também é uma fonte de renda”, fala. Hoje em dia Marli procura se atualizar, buscando novos modelos na internet com a ajuda de sua filha e vizinha Maria Otília. “Elas estão sempre me ajudando com meu trabalho, minha vizinha tem até uma pasta no computador dela com os modelos que preciso, graças a elas que consigo fazer meu trabalho, pois não entendo muito de internet e elas me auxiliam”, comenta.
Quanto a parar de realizar o trabalho ela disse que é algo que não passa por sua cabeça. “Apesar de às vezes doer meu braço pelo movimento repetitivo, não pretendo parar e enquanto estiver viva, vou continuar com minha arte”, finaliza.

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