Gaiteiro Mirim vai disputar mundial em Portugal

 Aos 11 anos de idade, Matheus Pereira já coleciona títulos conseguidos através de seu talento musical para tocar gaita. Desde muito cedo, o músico sentiu interesse pelo instrumento e incentivado pela família, está conseguindo conquistar seu espaço.

Neto do cantor José Florêncio, natural de Palmeira, hoje Matheus mora na cidade de Lages, mas toca por toda a região.

Seu pai, Eduardo Muniz Pereira, conta que o avô foi desde sempre um grande incentivador e um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento do talento de seu filho.

“É muito divertido quando a gente se encontra, todos tocam, cantam, é uma alegria só”, diz. Ele adianta que levou o filho para participar dos encontros tradicionalistas do CTG Anita Garibaldi, com a mãe Lucia Regiane Pereira e não teve mais vontade de sair do grupo.

“O pai que leva o filho para conhecer a tradição e como os encontros são feitos, não larga mais, pois lá é ensinado muitos valores familiares para os participantes”, explica.

Matheus é campeão de gaita no Rodeio de Vacaria, um dos mais disputados do país, além de campeão estadual, onde recebeu o direito de disputar o nacional da gaita mirim, onde só tinham campeões de cada estado, saindo com o 2º lugar.

Hoje ele se prepara para participar novamente do Grande Rodeio de Vacaria, onde estará disputando entre os dias 1º e 9 de fevereiro. Além disso, o jovem está iniciando sua preparação para disputar o mundial em Portugal, no ano que vem. “A expectativa é grande e vamos fazer de tudo para conseguir apoiar ele”, adianta o pai.

Neste mês, o jovem músico fez apresentação na Roda de Chimarrão de Otacílio Costa, ficando muito contente com o convite. Matheus é aluno do professor Edson Arruda e foi vice-campeão em intérprete mirim este ano em Jataí – Goiás.

No dia 7 de dezembro, ele estará novamente na Capital da Madeira para participar da última Roda de Chimarrão do ano. Recentemente, seu avô lançou um novo disco, no qual o jovem fez participação especial. “Ele não fica um dia sem tocar, a gente incentiva por ver o quanto ele gosta e se dedica”, conclui Eduardo.

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