Comitiva de Otacílio Costa busca ampliar capacitação profissional junto à FIESC |

Mulher não pode desconhecer seus direitos
Aproximadamente, 70 mulheres participaram, na noite de sexta-feira, dia 7 de março, na Câmara de Vereadores de Otacílio Costa, de evento comemorativo do Dia Internacional da Mulher, promovido pelo 3º Pel./2ª Cia./6º Batalhão da Polícia Militar/SC, dentro do programa Rede Catarina.
O evento, por determinação do Comandante do 3º BPM, tenente Jonas Orsino Braga, foi coordenado pela subtenente Andreza Araújo, segundo a qual, para defender seus direitos, inclusive contra ameaças e agressões, a mulher poderá contar sempre com a Polícia Militar, que possui estrutura para realizar esta assistência, com pessoal treinado e viaturas, além de benefícios legais, como o aluguel social. Três palestrantes falaram no evento.
FERNANDA CÓRDOVA (ex-Prefeita de Palmeira)
A assessora da Casa Civil do Estado de Santa Catarina contou sua trajetória de vida, a partir de sua infância na localidade de Mato Escuro, em Palmeira, destacando as dificuldades que enfrentou para conseguir estudar na sede municipal e, posteriormente, em Lages. Em sua comovente palestra, com o título “Do Interior para a História – Quem Acredita Sempre Alcança”, Fernanda Córdova revelou a importância dos esforços de sua mãe na sua vida profissional e afirmou que a mulher não pode ficar calada diante de abusos e humilhações. Para tanto, segundo disse, a mulher precisa ter consciência de seu poder e de sua capacidade para vencer os obstáculos que a vida apresenta, especialmente aqueles impostos pela discriminação.
JOÃO CARLOS MATIAS
O advogado desenvolveu o tema “Herança Cultural – Mulher Discriminando Mulher”, apontando leis, conceitos e costumes culturais ao longo dos séculos como responsáveis pela criação da figura do homem superior e dominante, muitas vezes com controle absoluto sobre qualquer atividade feminina. Lembrou que o Código Civil Brasileiro, que vigorou até 2002, colocava o homem como chefe máximo da família, usufruindo de ´privilégios´ legais até mesmo quando assassinava a esposa. Por conta dessa herança cultural absurda, segundo João Matias, ainda hoje, de forma inconsciente, mulher também discrimina mulher, como a mãe que, num inventário, defende a destinação do melhor terreno para o filho, alegando que a filha tem que aceitar isso simplesmente “porque sempre foi assim”. Ressaltou que a mulher não é superior ao homem, mas também não é inferior, ao contrário do que previa a lei brasileira até recentemente.
RAQUEL MULLER
A psicóloga desenvolveu o tema “Cuidando da Saúde Mental”. Numa exposição franca, leve e prática, mostrou a importância da mulher cuidar mais de si mesma. Explicou que para cuidar da casa e dos filhos não é preciso a mulher se anular, deixar de pensar em sua saúde, em seu lazer e em sua felicidade. Raquel Muller disse que a mulher tem que pensar sempre positivamente, de forma responsável, na certeza de que, ao cuidar de si mesma, especialmente da saúde física, mental e psicológica, a mulher terá melhores condições de, ao mesmo tempo, cuidar dos filhos e das atividades familiares.
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