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Sobre a transição na Palmeira

Deu uma rápida truncada na relação entre a atual e a futura administração de Palmeira. É que no começo de novembro a prefeita eleita Fernanda Córdova remeteu mensagem eletrônica sobre o início da transição. Ideia era iniciar a prosa no último dia 16. Mas nesse dia não houve qualquer reunião. Prefeito Durica argumentou que não recebera o contato (e-mail) e que aguardava uma comunicação formal para começar as prosas.

Com isso, foi preciso a prefeita oficiar a prefeitura e a relação foi restabelecida para a troca de informações. Inclusive com direito a posicionamento do prefeito Durica de que não há qualquer razão para não fazer a transição. Essa é providência necessária para que os novos gestores tenham acesso às informações e dados. Com isso, ao assumirem no primeiro dia de janeiro, não precisarão iniciar um trabalho do zero.

Tanto Fernanda quanto Masselai têm noção de administração, por causa inclusive da atuação na Câmara, mas sem dados para análise prévia, demoraria mais o trâmite de ação da nova gestão. E somente a partir daquilo apresentado pela prefeitura, torna-se possível ficar bem inteirado. Convênios, dívidas, compromissos, estado de equipamentos, enfim, tudo que faz a máquina pública municipal rodar carece estar no papel, evitando-se demora e prejuízos à população. Superada a rusga inicial (ou desencontro de informações), a coisa anda. Menos mal para Otacílio Costa e Bocaina do Sul, cujas reeleições dos atuais prefeitos evitam essa aparente indisposição entre 'saintes' e chegantes.

PALMEIRA 2012 E 2016 - Comentava em nosso programa na Rádio Clube FM que o prefeito Durica deveria ter boa vontade na transição, porque isso teria ocorrido quando ele recebeu do então prefeito Osni Francisco de Souza a prefeitura. Mas o próprio prefeito da Palmeira nos disse - falando na emissora - que a gente não sabe do terço a metade. "Para conseguir as chaves da prefeitura tivemos que ir atrás porque o então prefeito nos ignorou". Durica está sendo mais sintonizado, repassando as informações e passando por cima de qualquer indisposição. Bom para Palmeira!

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Osni e Durica, cuja relação não foi tão boa na transição de 2012

 
ELE DISSE - "Queremos sim, a continuidade de transparência e o bem para a nossa Comunidade, como de certa forma foi durante esses quatro anos. Desejamos que os futuros Gestores tenham sucesso e êxito diante da Governabilidade Municipal".

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Prefeito Durica sepultando qualquer ideia de indisposição em relação à nova gestão da Palmeira

 
PR MULHER - Enquanto foca o início da gestão, a prefeita eleita Fernanda Córdova já é chamada a outros desafios. No encontro geral do PR que acenou com a ideia de Jorginho Mello concorrer ao Governo do Estado em 2018, ela foi aclamada como vice-presidente do PR Mulher em Santa Catarina. Essa militância além-fronteiras da Palmeira também é importante.

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Deputados Eskudlark e Berlanda com Jorginho Mello e Fernanda Córdova no encontro do PR

 
VEREADORES - Além da prefeita Fernanda Córdova, a maior bancada de vereadores eleitos de um único município esteve no encontro do PR com o deputado Jorginho Mello. Celito Baldessar, Sebastião Farias e Vilmar Pereira (Virma), participaram do evento e o deputado Jorginho Mello disse que sentiu fé em Palmeira, com tanta liderança apoiando o projeto dele de, de repente, emplacar o nome na majoritária em 2018.

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Jorginho Mello rodeado pelas lideranças da Palmeira

 
PINDACO EM AÇÃO - Nesta semana o vice-prefeito eleito de Otacílio Costa, Reginaldo Pindaco Gomes, esteve em audiência com a deputada Carmen Zanotto, no gabinete da parlamentar em Lages. Acompanhado do vereador eleito Renildo, ambos discutiram o credenciamento de leitos de retaguarda do Hospital Santa Clara. Essa providência permite ocupação e remuneração à instituição de saúde de Otacílio Costa, cuja chegada de recursos sempre é bem vinda. Pindaco discutiu com Carmen ainda a liberação de uma emenda de R$ 250 mil - através da Caixa Econômica - para investimento em infraestrutura (pavimentação de ruas) em Otacílio. "Onde houver hipótese de acessar recursos para o município estaremos batendo na porta e pedindo apoio e ajuda", pondera o vice-prefeito que toma posse no primeiro dia do novo ano.

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Registro de arquivo de Pindaco e a esposa com a deputada Carmen Zanotto

 
BOCAINA EM BRASÍLIA I - Prefeito Luiz Schmuller passa a quarta e quinta-feira desta semana em Brasília. Em tom de brincadeira comentamos que ele não deveria ser mão de vaca e levar o assessor Rodrigo Barth junto à Capital Federal para nos repassar informações. "Estamos numa contenção enorme. Só estou indo porque é extremamente necessário". O Barth, portanto, só viaja quando questão de sua área precisar de sua presença no DF e quando os recursos estiverem menos escassos na Bocaina.

 
BOCAINA EM BRASÍLIA II - A gente tem sido testemunha da atuação do prefeito Luiz Schmuller na tentativa de fazer uma obra bastante importante para Bocaina. Trata-se das vias marginais na BR-282. Ele recorreu à equipe de projetos da Amures para elaborar um esboço. Mas pretende ir além. "Vamos a Brasília tentar acelerar as liberações. Temos um Presidente da República que é do nosso partido e, por certo, sua retaguarda técnica nos ouvirá, encaminhando aquilo que é necessário, tudo dentro da legalidade", aponta Schmuller. Com uma via marginal, principalmente entre o trevo (onde está sendo construído o portal) e a UBS (inaugurada recentemente), a cidade de Bocaina vem para perto da BR-282, representando crescimento e desenvolvimento ao município. "Não vamos terminar o futuro mandato sem ver essa providência executada", compromete-se Luiz Schmuller.

 
ANTES DO DF - Prefeito Luiz Schmuller até poderia ter um dia antes à Brasília. Mas fez questão de participar da reunião com diretores da Caixa Econômica realizada na Amures. Há 139 contratos com R$ 136 milhões em investimentos nos municípios da Serra, aportados pela CEF. E prefeitos como Luiz Schmuller procuraram conhecer caminhos para intensificar as parcerias. "Se não formos atrás de dinheiro de órgãos e instituições, além de aportes dos governos do Estado e Federal, ficaremos só administrando a minguada receita própria, sem poder executar muitas obras. Por isso essa nossa peregrinação", aponta Luiz Schmuller.

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Luiz Schmuller na reunião com diretores da CEF antes de se deslocar à Brasília

 
Tio Ligas: Planos iniciais para 150 dias

Fizemos contato nesta semana com o prefeito Tio Ligas para saber como anda o dever de casa de buscar o equilíbrio visando o fechamento do primeiro mandato. Prontamente ele cita dados, informações e aponta o desafio de concluir a administração de forma equilibrada. "Tanto para cumprir o que aponta a Lei de Responsabilidade Fiscal quanto para iniciarmos uma nova gestão com a situação em ordem", aponta Tio Ligas.
De acordo com o prefeito de Otacílio Costa, tanto a Fecam quanto a CNM (entidade que representa municípios em âmbito nacional) têm alertado que os primeiros meses de 2017 serão preocupantes. "Assim devemos estar preparados. Estamos fazendo um planejamento para os primeiros 150 dias trabalhando com a realidade de crise. Mas torcemos que os prognósticos não se confirmem e possamos acelerar mais", aponta Tio Ligas ao mesmo tempo cauteloso e otimista.
Entre as medidas adotadas em Otacílio Costa ele confirma as 35 exonerações ocorridas lá na metade de outubro (dia 14), bem como o corte de funções gratificadas e horas extras. "Acompanhamos os dados da receita e gastos e vamos administrando, podendo adotar novas medidas se tornarem necessárias. O que tentamos é evitar que essas dificuldades afetem a população", conclui.

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Tio Ligas e o conhecimento de que os primeiros meses do próximo mandato podem ser de dificuldades

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