Uma história de amor, parceria e novos caminhos: Wanderlei e Terezinha transformam a vida a dois em inspiração
Casados há 39 anos, casal de Otacílio Costa construiu uma trajetória marcada pela família, pelo trabalho, pela fé e, mais recentemente, pelo prazer de pedalar juntos e produzir doces artesanais
Algumas histórias começam de maneira simples, em um baile, com um encontro casual que, com o passar dos anos, transforma-se em uma vida inteira compartilhada. É assim a história de Wanderlei Teles, 59 anos, e Terezinha Teles, 61, ambos naturais de Otacílio Costa.
Foi no tradicional baile do Salão do Arno que os dois se conheceram. O encontro, que poderia ser apenas mais uma noite de diversão, acabou dando início a uma história que já dura quase quatro décadas.
“Os primeiros encontros foram difíceis, porque ela não morava em Otacílio Costa. Eu ia visitá-la no sítio onde morava com os pais. Naquela época, eu ainda estava no Exército”, relembra Wanderlei.
Depois de um ano e meio entre namoro e noivado, veio o momento que mudaria definitivamente a vida dos dois. No dia 28 de fevereiro de 1987, Wanderlei e Terezinha disseram o tão esperado “sim”.
Hoje, são 39 anos de casamento, dois filhos, Allan e Matheus; e um neto, Martim. Uma família construída ao longo de décadas, sempre tendo como base o companheirismo. “São 39 anos juntos. O que nos une é poder acordar todos os dias e ver a pessoa que amo ao meu lado”, afirma o casal.
Uma vida dedicada ao trabalho
Durante grande parte da vida profissional, Wanderlei esteve ligado à indústria. Sua trajetória começou na empresa Igaras, onde trabalhou como operador de painel no forno de cal. Posteriormente, também passou pela Klabin.
“Minha renda principal sempre veio da indústria. Trabalhei na Igaras e depois na Klabin. Foram muitos anos de trabalho”, conta.
Terezinha também construiu sua trajetória profissional. Durante determinado período, trabalhou na Perfil Radiologia por Imagem.
Mas, depois de anos dedicados ao trabalho, a aposentadoria abriu espaço para novos projetos e para uma atividade que começou ainda na infância de Wanderlei.
Do aprendizado com a mãe a uma nova paixão
A produção de doces artesanais nasceu de uma lembrança familiar. Ainda criança, Wanderlei acompanhava a mãe, que já produzia doces para vender.
O conhecimento ficou guardado por muitos anos, até que, mais recentemente, ele decidiu retomar essa tradição e transformá-la em uma atividade que começou como passatempo e acabou se tornando um pequeno negócio.
“Essa ideia surgiu na minha infância, por meio da minha mãe, que já fazia doces para vender. Hoje temos uma microempresa e já virou um hobby, porque trabalhar com isso é prazeroso”, explica.
A produção é diversificada. Entre as delícias preparadas pelo casal estão pé de moleque com chocolate, brigadeiros, chocolate quente, cucas, bolos, docinhos de coco e diversos outros doces artesanais.
A aceitação, segundo Wanderlei, tem sido excelente. Os produtos chegam aos consumidores por meio do comércio local e também de oficinas e outros estabelecimentos.
“Eu me sinto bem vendendo e vendo o quanto é gratificante observar alguém comendo e comentando sobre as delícias que foram feitas com capricho e dedicação. A nossa motivação é poder levar produtos de qualidade e ser reconhecido pelo nosso trabalho.”
A atividade também ganhou um significado especial para Wanderlei, que está aposentado há 12 anos.
“É uma maneira de aproveitar minha aposentadoria fazendo algo que gosto. Quando você trabalha com prazer, tudo fica diferente”, completa.
Duas rodas, uma grande parceria
Se existe uma palavra que define a trajetória de Wanderlei e Terezinha, ela é parceria. E essa parceria também encontrou espaço sobre duas rodas.
Wanderlei começou a pedalar por meio de um grupo que existia em Otacílio Costa, o BCO. Com o tempo, surgiu a ideia de compartilhar a atividade com a esposa.
Foi então que apareceu uma companheira de aventuras muito especial: uma bicicleta dupla, conhecida como tandem.
Desde então, os dois passaram a pedalar juntos e chamam a atenção por onde passam. “Depois que veio a ideia de pedalar juntos, compramos uma bicicleta dupla, a tandem, e foi um sucesso por onde passamos”, conta Wanderlei.
Entre as aventuras vividas pelo casal está uma pedalada até Lages. “O maior pedal que fizemos foi até Lages na tandem. Cansamos, sim, mas foi muito divertido”, relembra, sorrindo.
Para Wanderlei, não há dúvidas sobre o principal hobby do casal: “Meu hobby é pedalar, sem dúvidas”, confessou.
Mais do que uma atividade física, o pedal tornou-se uma nova forma de fortalecer a relação e colecionar histórias juntos.
Família e Deus no centro de tudo
Ao olhar para os 39 anos de casamento, Wanderlei e Terezinha entendem que uma vida construída a dois é feita de momentos bons, desafios, escolhas e, principalmente, companheirismo.
Para eles, a família ocupa um lugar fundamental, mas existe algo ainda maior que orienta a caminhada. “Família é tudo na nossa vida, mas colocamos Deus no centro”, afirmam.
E é com essa fé que o casal procura seguir em frente, valorizando cada momento vivido e acreditando que sempre há motivos para agradecer.
“Uma andorinha sozinha não faz verão. Aproveitem o hoje, porque o amanhã a Deus pertence. Deus é tão maravilhoso que Ele providencia, basta acreditar, muitas vezes até no impossível”, ensinam.
A história de Wanderlei e Terezinha é, acima de tudo, uma história de parceria. Um casal que se conheceu em um baile, enfrentou a distância, construiu uma família, dedicou décadas ao trabalho e encontrou, na maturidade, novas razões para continuar caminhando — ou melhor, pedalando — lado a lado.
Entre doces artesanais, bicicletas, filhos, neto, trabalho e fé, eles seguem escrevendo juntos os próximos capítulos de uma história que começou há quase quatro décadas e que continua tendo no amor, na família e em Deus os seus principais ingredientes.
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