Se há males que vêm para o bem, podemos dizer que ao tempo em que 2016 foi um dos anos mais conturbados das últimas décadas nos aspectos político e econômico, foi o ano que posicionou Santa Catarina como exemplo positivo de gestão no Brasil e no mundo.
Ainda em janeiro, foi de SC que partiu o alerta sobre inconsistências na renegociação da dívida com a União - uma luta que se seguiria até o final de junho e que beneficiou todos os Estados brasileiros. No primeiro momento nosso Estado foi alvo de pesadas críticas, mas, com o tempo, viramos referência e passamos a ser ouvidos e respeitados.
Nosso governador Colombo assumiu naturalmente a função de porta-voz dos Estados junto à União nos assuntos mais importantes da Federação. Não apenas no episódio da dívida - mas nos muitos outros que 2016 ainda nos reservava.
Não atravessamos o ano imunes à crise - longe disso - mas ela acabou por nos evidenciar como um Estado melhor preparado para enfrentar as adversidades. Mesmo com arrecadação em queda, seguimos honrando nossos maiores compromissos, entre eles o de não elevar impostos - diferente do que fizeram outros 21 Estados na tentativa infrutífera de minimizar as perdas. Cortamos gastos, reformamos estruturas, intensificamos a fiscalização. Mas não repassamos a conta ao contribuinte nem ao servidor. Enquanto muitos Estados atrasaram salários, Santa Catarina seguiu rigorosamente o cronograma de pagamento da folha, inclusive com antecipação de metade do 13º salário em julho.
Confiantes na retomada futura, mantivemos os investimentos públicos programados e reforçamos nossa política de apoio a novos empreendimentos privados. Parceiro da Fiesc na Investe/SC, agência de atração de investimentos, o Governo trabalhou para garantir que o Estado continue sendo o destino escolhido por investidores, especialmente quando a crise passar. Em um ano, a Investe/SC captou 37 projetos, totalizando R$ 1,1 bilhão em investimentos e 1.430 novos empregos no Estado.
Em meio a tantas turbulências, conseguimos colocar em prática um novo modelo de previdência para o servidor público estadual com o objetivo de reduzir o déficit previdenciário. Duas leis mudaram o modelo catarinense. Uma elevou a contribuição dos servidores e do Estado. A outra criou uma fundação de previdência complementar, a SCPrev. Foram medidas fundamentais para estancar um rombo que já ultrapassou todos os limites. E mais uma vez a fórmula adotada aqui é referência para o país.
De toda as conquistas, a mais relevantes de 2016 foi termos fechado o ano com a menor taxa de desemprego do país, além da menor taxa de homicídios e melhor avaliação no Ideb nos anos finais do ensino fundamental.
Por essas e outras, recebemos certificações indeléveis do nosso diferencial econômico e social. O Banco Interamericano de Desenvolvimento definiu SC como modelo para aplicação de uma metodologia mundial de avaliação das contas públicas. A revista britânica The Economist destacou SC como uma ilha de prosperidade em meio ao mar revolto da economia brasileira. E a Exame, uma das publicações mais respeitada do país, mostrou a gestão fiscal que manteve Santa Catarina relativamente estável enquanto a quebradeira atingia os demais estados. Foi um ano de extremos e de muito aprendizado. Estamos fortalecidos para o que 2017 trouxer.
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