O que Dayse Paparoto, vencedora do MasterChef Profissionais, tem a nos ensinar? Eu diria que muito mais do que os oito pratos que preparou na grande final realizada na noite daquela terça-feira. Ao harmonizar o clássico e o contemporâneo, a chef nos mostrou que a boa comida pode proporcionar sensações imprevisíveis, nos transportar no tempo e reacender na memória momentos felizes. Sem falar no poder de agregar pessoas tão diferentes em torno de uma única mesa.
Com talento, coragem e humildade, Dayse superou a descrença, o machismo e provou que merecia o troféu. Histórias como a dela são inspiradoras. E não digo isso apenas porque sou fã do MasterChef - para mim um dos melhores programas da TV na atualidade - ou porque gosto de cozinhar, divirto-me no meio das panelas, testando, adaptando e inventando molhos e receitas. Dayse foi sempre Dayse e em momento algum se vitimizou.
Seja na cozinha, na vida ou mesmo na gestão pública, todos nós temos de ser um pouco Dayse. A todo instante, é necessário superar desafios, sair de nossa zona de conforto e buscar soluções para os problemas. Foi assim em 2016, quando ousamos e transformamos Santa Catarina em líder da mobilização que garantiu a renegociação da dívida dos Estados com a União, naquela que acabou conhecida em todo o Brasil como a "Tese de SC".
Convictos da nossa capacidade de superação e com muito trabalho, garantimos o pagamento em dia dos salários dos mais 150 mil servidores ativos e inativos. Mudamos nossa Previdência, tornando-a mais sustentável para o futuro. E, na contramão de outros 22 Estados, tivemos a coragem de manter nossa política fiscal e não aumentamos impostos.
É com a mesma coragem, humildade e vontade de lutar até o fim que seguiremos adiante em 2017. Você já deve saber, ter lido nos jornais e mesmo assistido na TV que as projeções não são animadoras e há muitas incertezas para o ano que se aproxima. A crise que vem castigando a economia de todo o Brasil há mais de dois anos obrigará os Estados a fazer ajustes fiscais para voltar a crescer. Em Santa Catarina, estamos preparados para o que virá, mais fortes para lutar e ter de volta tudo o que perdemos. Vejo esperança nos sinais de reação da nossa arrecadação e na queda - ainda pequena, mas importante - dos juros e da inflação. Ainda assim, este processo de recuperação deve ser lento, o que exigirá de nós criatividade digna dos mais renomados e talentosos chefs.
Em 2017, vamos nos lembrar mais de gente como a Dayse, nos entregar aos nossos projetos, acreditar na mudança e construir um futuro melhor para todos nós. E por que não reunir quem amamos em torno de uma boa mesa, servir aquele belo prato, celebrar e criar lembranças? Assim como na cozinha, na vida, o novo e o diferente também têm vez. Uma boa comida pode ajudar a digerir tudo aquilo que acaba entalado na garganta no dia a dia, a pensar e a agir. O novo ano está aí, batendo a nossa porta. Experimente!
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