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Do Campo ao aeroporto: a Serra que inova para voar ainda mais alto

Por Fernanda Cordova

A Serra Catarinense vive um momento que exige visão e responsabilidade coletiva. Nos últimos dias, acompanhei a abertura da colheita da pitaya em Cerro Negro, uma cultura que até pouco tempo parecia improvável para nossa região e que hoje simboliza inovação, diversificação e novas oportunidades para o agricultor familiar.

Mais do que a fruta, o que chama atenção é o modelo. A propriedade transforma a colheita em experiência turística, recebe visitantes e agrega valor à produção local. É o campo se reinventando, gerando renda e fortalecendo a economia local com criatividade e coragem.

Esse movimento não está isolado e merece um olhar atento. Ele dialoga, por exemplo, com o crescimento do enoturismo, com o turismo de aventura em nossos municípios, com as paisagens que atraem visitantes no inverno e com a valorização das experiências autênticas que só a Serra pode oferecer. Temos identidade, natureza, gastronomia, vinhos de altitude e tradição. Temos vocação e um enorme potencial.

Nos últimos anos, esse potencial também passou a ser acompanhado por investimentos estruturantes. O Governo do Estado ampliou aportes em infraestrutura, fortaleceu a promoção turística e tem trabalhado para melhorar a conectividade da região. A recente retomada do voo direto entre o Aeroporto de Correia Pinto e São Paulo, negociada pelo governador Jorginho Mello, é um exemplo claro desse esforço.

Essa conexão representa mais do que um trajeto aéreo. Ela aproxima a Serra dos grandes centros, facilita o acesso de turistas e investidores e amplia as possibilidades de negócios. Mas conquistas como essa precisam ser mantidas e fortalecidas.

O poder público cumpre seu papel ao investir, articular e criar condições. Ao longo do tempo, tenho trabalhado para que as demandas da Serra sejam ouvidas e para que esses investimentos cheguem com prioridade à nossa região. Mas o desenvolvimento não depende apenas de uma ponta.

A iniciativa privada precisa abraçar esse momento. Utilizar o aeroporto, fortalecer o trade turístico, estruturar pacotes, ampliar serviços e transformar essa conectividade em crescimento real. Infraestrutura só se consolida quando há movimento. E movimento é o que gera permanência.

A Serra Catarinense já mostrou que sabe inovar no campo. Agora é hora de consolidar o que conquistamos e usar cada ferramenta disponível para voar ainda mais alto. Desenvolvimento regional se constrói com parceria, presença e visão de futuro.

É com esse espírito que sigo trabalhando: para que cada avanço se transforme em oportunidade concreta para quem vive e acredita na nossa Serra.

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