Das serenatas ao pé da janela ao computador

Para os apaixonados, o dia dos namorados, ou dia de São Valentim, como é chamado em alguns países, é uma das principais datas comemorativas do planeta. A troca de presentes e mensagens entre os casais aquece o comércio e gera cifras colossais em diversos países. Mas será que nos dias de hoje, as comemorações são como antigamente? Tudo é como era antes?  Já houve a época em que a mocinha ficava romanticamente à janela, e o seu admirador lhe fazia lindas serenatas. Geralmente os pais escolhiam os companheiros para os seus filhos. Depois os casais conquistaram o namoro vigiado no portão, com hora marcada, o qual não ia além de leves toques de mãos. Era uma fase de grande emoção, beijinhos às escondidas. Em seguida, veio o direito de atravessar o portão e se instalar no sofá da sala. Em muitos casos, beijo na boca era só depois do casamento. A moça tinha horário certo para voltar do baile, para onde só podia ir acompanhada de um parente mais velho.  Por volta dos anos 60 surgiu o famoso "é proibido proibir”...  e o sexo acabou banalizado pela facilidade em conseguí-lo. As pessoas começaram a querer "experimentar" ou fazer um "test drive" nas outras pessoas antes de assumir um compromisso. Diante disto, surgiu o "fica", onde o relacionamento já começa com prazo de validade prestes a vencer, às vezes em algumas horas. Numa só noite “ficam” com o maior número possível de parceiros e acham essa prática perfeitamente natural, já que a própria sociedade tem colaborado para massificar e generalizar esse conceito como uma verdade absoluta e característica imprescindível do adolescente. Com os novos tempos, os encontros virtuais facilitados pela internet mudaram ainda mais os comportamentos.Termos novos são criados, termos antigos são reinterpretados. Não há verdades absolutas e sim opiniões e verdades particulares. Enquanto há casais que mal começaram a namorar e já estão se casando. Outros vivem relações de dois, quatro, até dez anos, antes de subirem ao altar. Os namorados podem passar a noite juntos e pode rolar sexo logo no primeiro encontro.       Enfim, existe uma pluralidade de modos de envolvimento, alguns moderninhos e outros mais tradicionais. É impossível que as coisas voltem a ser como antes. Percebemos um nítido desequilíbrio entre o aumento da liberdade e da responsabilidade. As relações interpessoais são descompromissadas e se estabelecem de maneira cada vez mais superficial. Na verdade, hoje é muito fácil encontrar alguém, difícil é manter o relacionamento.  Será evolução mesmo? 

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