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Fatalidade em Bocaina do Sul alerta para a necessidade de cuidados especiais com as crianças
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Elaine Leal/CO - Sargento Cunha ilustrando como fazer a desobstrução em uma criança pequena.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2015, 810 crianças de até 14 anos morreram vítimas de sufocação.
Uma triste fatalidade abalou os moradores de Bocaina do Sul na última quarta-feira, 25. Uma menina de 2 anos e 11 meses morreu engasgada após engolir um balão de festa.
Segundo a enfermeira Luciane Heinz, a menina, cianótica e inconsciente, foi levada pela mãe à Unidade de Saúde Maria Clara para o atendimento de emergência. De lá, depois dos primeiros socorros, a criança foi transferida pelo SAMU em uma Unidade de Suporte Avançado- UTI Móvel para o Hospital Infantil Seara do Bem em Lages, vindo a falecer na quinta-feira, 26, por volta do meio dia.

A enfermeira, que tem três filhos, deixou um alerta para aos pais sobre os cuidados que são necessários com as crianças. "Às vezes um brinquedo infantil simples pode levar à morte uma criança. Precisamos ficar alertas com o que nossos filhos estão brincando", salientou Luciane.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2015, 810 crianças de até 14 anos morreram vítimas de sufocação. Desse total, 611 tinham menos de um ano de idade, colocando a sufocação ou obstrução das vias aéreas como a primeira causa de morte acidental de bebês até um ano de idade.
Bombeiros ensinam os primeiros socorros em caso de engasgamento
Segundo o Sargento do Corpo de Bombeiros Militar de Otacílio costa, Giovanni da Cunha, casos de engasgamento estão sendo frequentes no município.
Os primeiros socorros a uma criança (pode ser para um adulto também), que está engasgada, passa, primeiramente, por algumas verificações. "Veja se a boca está roxa ou azulada e se saí algum som, pois se houver som é sinal que há passagem de ar para os pulmões", salientou o sargento. Desta forma se saberá se obstrução é parcial ou total.
A segunda ação, de acordo com Cunha, é uma verificação de Perfusão Periférica. Ela analisa especificamente o fornecimento de sangue nas extremidades do corpo, tais como os pés e as mãos. "Aperte as pontas dos dedos, ela vai ficar branca e, normalmente, em três segundos voltará a ficar vermelha. Caso não aconteça é sinal de que o oxigênio não está chegando nas extremidades", explicou.
Essas verificações são importantes e devem ser repassadas, pelo telefone, aos bombeiros ou socorristas que eles saibam como orientar a pessoa que está fazendo o primeiro atendimento à vítima.
Após as verificações, o primeiro procedimento em caso de engasgo é levar o dedo mínimo na boca da criança para tentar tirar o corpo estranho, coloque a criança de bruços em seu antebraço, com a palma mão no peito dela e com 3 dedos bata nas costas. Se a criança for maior a mão fica batendo em concha nas costas até desengasgar. Se for um bebê, pegue no queijo com os dedos em v, vire a criança de costas e de cabeça para baixo bata com três dedos nas costas.
Já na obstrução total, com vítima de até 14 nos, coloca-se a criança sentada no colo e, com a mão no peito da mesma, se faz uma pressão. Em uma pessoa acima dos 14 anos, inicie-se as manobras de Heimlich, que consiste em repetidas compressões abdominais. A pessoa que está realizando o primeiro atendimento deve posicione-se atrás da vítima, fechar a mão, posicionando-a com o polegar encostado na parede abdominal, um pouco acima do umbigo e abaixo das costelas, com a outra mão espalmada sobre a mão fechada, faça movimentos rápidos para trás e para cima.
O sargento faz um alerta para que, antes de qualquer procedimento, os bombeiros sejam contactados para que haja a orientação por telefone até que uma equipe chegue ao local. "Ligue 193 para o Corpo de Bombeiros ou 192 para o SAMU. Não saia correndo com a criança. Faça o que for orientado por telefone e espere a equipe chegar" reforçou o Sargento Cunha.

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