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Marca Serra Catarinense é reconhecida oficialmente pelo INPI
A Marca Serra Catarinense conquistou nesta semana o reconhecimento oficial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), tornando-se a identidade visual protegida e exclusiva para representar o território serrano. O processo de registro tramitava desde 2024 junto ao órgão responsável pela proteção de marcas e patentes no Brasil.
A entrega do documento que confirma o deferimento do registro ocorreu na tarde desta quarta-feira (10), na sede da Amures. O certificado foi recebido pelo presidente da entidade e prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, e pelo secretário executivo Walter Manfroi. O processo foi conduzido pela empresa Momm Propriedade Intelectual, responsável pelos procedimentos técnicos e jurídicos para garantir a proteção da marca em diversas categorias de produtos e serviços.
Segundo Fabiano Baldessar, a conquista representa um patrimônio coletivo da região. “Este reconhecimento significa que a Serra Catarinense tem uma identidade própria, que nos representa e nos diferencia. Não se trata de valor financeiro, mas de algo que ficará para as futuras gerações. Ninguém poderá utilizar essa identidade visual em outro lugar, porque ela carrega o DNA, a cultura e as características do nosso território”, destacou.
Com o registro, produtos e serviços autorizados a utilizar a marca passarão a ser identificados oficialmente como pertencentes à Serra Catarinense, região formada por 18 municípios e reconhecida por suas singularidades culturais, históricas e naturais.
A advogada Maria Luiza Momm, responsável pelo processo junto ao INPI, explica que a concessão garante proteção por uma década.
“Esta concessão tem validade inicial de 10 anos e pode ser renovada indefinidamente. Trata-se de um patrimônio singular e exclusivo do território”, afirmou.
Identidade visual com significado regional
O símbolo da Marca Serra Catarinense foi desenvolvido para traduzir visualmente a essência da região. Seu desenho tem inspiração na araucária, árvore símbolo do Sul do Brasil e abrigo do pinhão, presente em todos os municípios do território.
Os traços sinuosos fazem referência às curvas das Serras do Rio do Rastro e Corvo Branco e aos antigos fonogramas utilizados nas fazendas para identificação do gado, elementos que remetem à história e à cultura regional.
Walter Manfroi ressalta que a identidade visual nasceu de um amplo processo de pesquisa e construção coletiva. “Além da marca, foi desenvolvido um manual de aplicação que orienta seu uso em diferentes situações. O objetivo é garantir uma comunicação visual padronizada, fortalecendo a identificação da população com a imagem da Serra Catarinense e seus propósitos de promoção regional”, explica.
A marca reúne valores que representam a região, como a preservação ambiental, a força das tradições, a hospitalidade do povo serrano e as potencialidades econômicas, turísticas e culturais do território.
Adesão cresce entre empresas e instituições
Já adotada por cerca de 100 organizações públicas e privadas, a Marca Serra Catarinense deve ampliar ainda mais sua presença após o reconhecimento oficial do INPI.
Empresas, cooperativas, entidades e órgãos públicos podem solicitar autorização para utilizar a identidade visual. Para isso, basta acessar o portal da Amures e ir ao link da Marca Serra Catarinense, preencher o formulário de adesão e seguir as orientações previstas no manual de uso.
Prefeituras como as de Otacílio Costa e Bocaina do Sul já utilizam a marca em diversos materiais institucionais, equipamentos públicos e uniformes de servidores. No setor privado, empreendimentos ligados ao turismo, ao artesanato, ao comércio e à agroindústria também incorporaram a identidade regional em seus produtos e serviços.
Entre os exemplos está a Cooperativa Agropecuária Serra Catarinense (Cooperserra), de São Joaquim, que utiliza a marca como elemento de valorização da origem e da identidade dos produtos da região.
Texto/fotos: Onéris Lopes
Assessoria de Comunicação Amures

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