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Valor médio do Bolsa Família bate recorde em Santa Catarina: R$ 724,78

Investimento do Governo Federal no estado é de R$ 163 milhões. Adicional de R$ 50 a gestantes e dependentes de sete a 18 anos chega a 204 mil pessoas

O início do pagamento do Bolsa Família em junho, a partir desta segunda-feira (19/6), traz indicadores inéditos para Santa Catarina. As 225 mil famílias beneficiárias no estado receberão um valor médio recorde: R$ 724,78 (em maio foram R$ 697). O repasse do Governo Federal para garantir o pagamento aos 295 municípios do estado é de R$ 163,1 milhões (quase R$ 7 milhões a mais em relação ao mês passado).
 

A novidade do mês que justifica o aumento dos repasses é o início do pagamento do Benefício Variável Familiar, um adicional de R$ 50 a cada gestante e a dependentes de sete a 18 anos na composição familiar dos beneficiários do Bolsa Família. Em Santa Catarina, 204 mil pessoas se enquadram nesse critério, o que exige um repasse de R$ 9,6 milhões. São 14,4 mil gestantes, 162 mil crianças de sete a 12 anos e 27,8 mil adolescentes de 12 a 18 anos.
 

Por conceito, o Bolsa Família assegura um mínimo de R$ 600 a cada beneficiário. Desde março, quando foi retomado, o programa também paga um adicional de R$ 150 a cada criança de zero a seis anos na composição familiar. Em junho, são R$ 19,2 milhões em investimento para 134 mil crianças nessa faixa etária.
 

Florianópolis é o município com maior número de famílias beneficiárias no estado em junho de 2023. São 15.990. Na sequência aparecem Joinville (15.383), Lages (10.273), Palhoça (6.993), Itajaí (6.535) e São José (6.458). O maior valor médio registrado no estado é em Presidente Castelo Branco (R$ 844,14), seguido por Cunhataí (R$ 824,15) e José Boiteux (R$ 823,84).

 

Infográfico 1 | Evolução do Benefício Médio, em valores nominais | Fonte: MDS


NACIONAL – O Bolsa Família atinge em junho dois patamares inéditos: pela primeira vez o valor médio do benefício supera a casa dos R$ 700 e chega a R$ 705,40. Os repasses do Governo Federal são os maiores já realizados: quase R$ 15 bilhões. O total de famílias manteve-se no patamar de maio: 21,2 milhões. O número de pessoas contempladas chega a 54,6 milhões.
 

O Benefício Variável Familiar, que assegura o adicional de R$ 50 a dependentes de sete a 18 anos e a gestantes, chega a 15,7 milhões de contemplados em junho, a partir de um investimento de R$ 766 milhões. Nesse universo estão 943 mil gestantes (investimento de R$ 46 milhões) e 14,8 milhões de crianças e adolescentes (R$ 720 milhões).
 

Ao Benefício Variável Familiar soma-se o Benefício Primeira Infância, que desde março já garante um adicional de R$ 150 a cada criança de zero a seis anos na família. São 9,12 milhões de crianças nessa faixa etária em junho, que demandam um investimento de R$ 1,3 bilhão.
 

REGIÕES – O Nordeste concentra o maior número de beneficiários. Em junho, mais de 9,74 milhões de famílias da região recebem o auxílio no valor médio de R$ 696,76. O investimento federal para os nove estados supera R$ 6,79 bilhões. Os recursos chegam aos 1.794 municípios.
 

Em seguida aparece o Sudeste, com 6,32 milhões de famílias contempladas em seus 1.668 municípios dos quatro estados. Serão transferidos R$ 4,42 bilhões, que asseguram um valor médio de R$ 700,26.
 

O Norte reúne 2,58 milhões de famílias no programa. Elas recebem um benefício médio de R$ 740,37 (o maior do país), distribuído em todos os 450 municípios dos sete estados, com um aporte de R$ 1,9 bilhão. O Sul soma 1,42 milhão de famílias beneficiárias. Os recursos, de R$ 1,01 bilhão, chegam aos 1.191 municípios e asseguram um valor médio de R$ 711,28.
 

Já a Região Centro-Oeste tem 1,13 milhão de famílias contempladas, resultado de um investimento federal de R$ 814,92 milhões. O benefício médio a ser pago em todos os 466 municípios dos quatro estados, além do Distrito Federal, é de R$ 721,16.

 

Infográfico 2 | Distribuição dos recursos por UF e por região | Fonte: MDS


ESTADOS – No recorte por Unidades da Federação, São Paulo é o estado com maior número de famílias assistidas. São 2,575 milhões, com repasses superiores a R$ 1,82 bilhão e benefício médio de R$ 707,27. Na sequência aparece a Bahia, com 2,569 milhões de famílias contempladas, resultado de um investimento de R$ 1,76 bilhão. Apenas São Paulo e Bahia têm mais de dois milhões de famílias contempladas em todo o país.
 

Outros seis estados reúnem mais de um milhão de famílias beneficiárias em junho: Rio de Janeiro (1,82 milhão), Pernambuco (1,67 milhão), Minas Gerais (1,61 milhão), Ceará (1,49 milhão), Pará (1,35 milhão) e Maranhão (1,23 milhão).
 

COMPOSIÇÃO – A predominância no Bolsa Família é de famílias monoparentais femininas e com filho ou filhos, característica presente em mais de 10,14 milhões de lares, ou 47,81% das famílias assistidas. No programa, 17,3 milhões das famílias têm como responsável uma mulher (81,5%). No recorte por raça ou cor, 40 milhões de beneficiários se identificam como pretos ou pardos: 73,4%.
 

AUXÍLIO GÁS – Em junho o Governo Federal paga também o Auxílio Gás a famílias em condição de maior vulnerabilidade social. São 5,62 milhões de famílias que recebem o benefício de R$ 109. O investimento federal é de mais de R$ 612,9 milhões. Em Santa Catarina, são 58 mil famílias e um repasse de R$ 6,3 milhões.
 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
 

 


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