Essa semana fomos alertados do início de mais um confronto internacional. Como se as eleições já não bastassem para tumultuar os preços da gasolina, agora EUA e Israel atacam o Irã. No primeiro dia de caçada aos líderes do regime, tanto Israel quanto Trump disseram ter destituído 48 deles.
Nossa coluna não costuma falar de geopolítica — mas como este tem condições de dizimar a vida na Terra, abriremos uma exceção. Contudo, nosso enfoque não será o quanto de petróleo a China compra do Irã ou que armas serão utilizadas, mas sim em um dos símbolos políticos do conflito.
Política e símbolos andam juntos, ter sua imagem associada a uma coisa boa faz toda a diferença. Agora, se conseguir colar no adversário a imagem do “coisa ruim”, melhor ainda. Para exemplificar: nazista, comunista, mortadela, presidiário, minions… a lista é longa.
As manifestações no Brasil deste final de semana são outro bom exemplo. Para alguns, símbolo de avanço institucional; para outros, o choro dos que já são privilegiados. Enquanto uns dizem que os manifestantes não representam ‘o povo’, outros acusam seus críticos de já não conseguirem reuni-lo.
É como disse Otto von Bismarck:
"Nunca se mente tanto quanto antes das eleições, durante a guerra e depois de uma caçada."
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