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“Ser pai é os filhos saberem que tem alguém que dá a vida por eles todos os dias”

É desta forma que o pai da Marina e do Eric, Juliano Souza Dias, define o que os filhos representam para ele. Aos 34 anos, Juliano é psicólogo e administra sua vida paterna com a rotina de trabalho, oferecendo um tempo de qualidade para seus filhos.

Juliano conta que, desde muito novo, ainda na adolescência, já se imaginava pai. Ele fala que teve bons exemplos na educação que recebeu de seus pais, e isso foi um dos principais aspectos que o fizeram formar uma família. Hoje ele é casado com Tárcila Ribeiro Dias e se tornou pai aos 28 anos. “Hoje, aquilo que imaginei é o que, de fato, vivo com minha família, com minha esposa e nossos filhos, ter este compromisso, algo que transcende meu entendimento e sempre me levou a querer viver e ter a vida de pai de família e receber aqueles abraços gostosos que só os filhos sabem dar na gente”.

A primeira filha, Marina, hoje com 6 anos e meio de idade, estava sendo planejada para 2017. Acontece que, quando o casal estava planejando a gravidez, Tárcila já estava grávida. “Então, a Marina nasceu em 2017. Lembro-me de ter sentido uma alegria que nunca tinha sentido antes, fiquei eufórico (risos)”, relembrou Juliano, comentando ainda que o planejamento do Eric, hoje com 2 aninhos, foi muito parecido com o da Marina. “Falamos sobre ter mais um filho, a Tay sempre falou que queria esperar uns 5 anos, e fomos ‘certeiros’, Marina com 5 anos e o Eric já estava a caminho. Senti a mesma alegria no meu peito, andava com sorriso estampado, a única diferença é que, por não ser a primeira experiência, dessa vez me fez agir com menos euforia. Já sabia de como poderia agir melhor, caso houvesse alguma intercorrência, e que nem tudo eu precisava estar tão preocupado, e obviamente já imaginava aqueles passeios no carro cheio de malas e brinquedos das crianças”.

Juliano define sua rotina com trabalho e filhos, como uma rotina básica e comum. O casal trabalha em tempo integral, motivo pelo qual as crianças ficam na escola durante o dia, e aos finais de semana, ou em horas que restam nos dias da semana, tentam priorizar a atenção aos filhos. “Procuramos dar qualidade de presença para eles. Isso significa que mesmo diante de uma rotina toda demarcada pelos horários de trabalho meu e da mãe deles, nos momentos em que eles estão conosco buscamos dar atenção ao que eles estão fazendo, às vezes isso custa deixar de lado algumas atividades”.

Ser pai

Quando perguntamos em que momento ele se nomeou pai, Juliano respondeu que poderia usar várias circunstâncias para definir um determinado momento em que ele pudesse dizer: “Isso me fez ser ou me sentir pai”, mas a verdade é que tornar-se pai, para ele, é um processo contínuo. “Você aprende a ser pai com seu filho. Com certeza ensino muitas coisas a meus filhos, mas é nessa dinâmica que eu também sou um pai aprendiz da infância deles, onde me ensinam o que realmente importa na vida”.

E para ele, os filhos e ser pai, representa que o ‘hoje’ não é mais sobre você, e que não é sobre as coisas terem mais ou menos utilidade na vida, é sobre vidas que dependem dele para ‘ser’. “É sobre quem amo agora e o que posso fazer agora para que se sintam amados, e que eles saibam quem tem alguém por eles, que dá a vida por eles todos os dias de várias formas. E não me refiro a algo romantizado, porque filho dá trabalho, e muito, a gente precisa prover tudo ou acha que tem que prover tudo, e a gente acerta e a gente erra. Sim, erramos, e erramos com facilidade às vezes, mas é também isso que de fato nos transforma em pessoas melhores. Não é apenas realizando os próprios sonhos, buscando desenvolvimento pessoal ou profissional que nos realizamos, mas é quando você passa a se preocupar em dar o ‘exemplo’ para os filhos. Ou seja, quem você é para os filhos é tão ou mais importante do que o que se dá para os filhos”.

A presença paterna na vida dos filhos

Um assunto que hoje é comentando e debatido em várias situações é a presença do pai no dia-a-dia do filho, o impactado que isso tem na vida adulta da criança e Juliano, sendo psicólogo, aborda o tema como um compromisso, ou seja, a real função do pai, é sim oferecer segurança afetiva, responsabilidade, trabalho, sustento, exemplos morais, procurar ser digno e honrado naquilo que lhe compete como pai.

“Se você considera educar um filho falando, isso tem um efeito, se você considera educar um filho agindo, isso tem um efeito, se você pensa que seu filho deve buscar referências para formar seu caráter e personalidade, isso também tem efeito, ou seja, a maneira como você apresenta o mundo ou como o mundo se apresenta para a pessoa (seja ele seu filho, ou filho de alguém, seja quem for) tudo isso de alguma forma irá contribuir para a educação, para a formação do caráter, para a formação da personalidade, aqui denominado não apenas filho, mas “pessoa”.

Ele conta que existem estudos que demonstram o impacto da presença do pai, onde tal presença pode contribuir para o desempenho escolar, por exemplo, já que o aspecto cognitivo, de alguma forma, está tendo influência daquele pai que lê, que participa da realização das tarefas.

Também nas reações emocionais e comportamentais, filhos com a presença do pai atento e preocupado com sua influência sobre os filhos contribuem para um desenvolvimento psicossocial mais saudável. “Esses filhos têm maior probabilidade de estabelecer relações interpessoais mais saudáveis, uma vez que se preocupam em manter aspectos emocionais voltados para a qualidade das relações preservadas. A segurança afetiva citada anteriormente, de forma mais simples, quer dizer quando o filho confia e reconhece que a sua vida está sob cuidados daquele pai presente, do qual o filho tem a liberdade de se desenvolver, mas que este desenvolvimento está sendo norteado pelo pai”.

E para finalizar, Juliano deixou uma mensagem aos pais e novos papais. “Existe aquela frase que diz: A gente se preocupa em deixar um mundo melhor para os nossos filhos, mas deveríamos nos preocuparmos em deixar filhos melhores para o mundo. E isso estou procurando estar atento sempre”.

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