Precisamos assumir nossa responsabilidade pelo bem do país
Os problemas do Brasil não se resolveram com o impeachment de Dilma Rousseff. Se de um lado a saída da então presidente interrompe o agravamento da crise econômica, do outro abre feridas políticas que custarão a cicatrizar. Continuamos vivendo dias difíceis e dependemos de ações ousadas para recolocar o País no caminho do crescimento.
É hora de cada um de nós encarar suas responsabilidades nesse processo. Seja no papel de Governo ou como sociedade, temos o dever de contribuir. Este clima de incertezas vem impedindo a aprovação de urgentes mudanças nas áreas fiscal e previdenciária, o que na prática nos distancia do fim da recessão e da retomada do crescimento. Sim, o Brasil e Santa Catarina precisam voltar a crescer, com urgência.
Infelizmente, os problemas não serão solucionados com um toque de mágica, sem grandes sacrifícios. Aprovar a PEC dos Gastos e a Reforma da Previdência estão entre os próximos passos que teremos de dar se realmente quisermos tirar o Brasil desse verdadeiro caos. Somente com medidas austeras e uma boa dose de criatividade conseguiremos resgatar a confiança dos investidores.
Em Santa Catarina, antecipamos algumas mudanças, garantindo aos catarinenses relativa estabilidade nesses dias tão difíceis. Cortamos na carne: reduzimos estruturas e extinguimos cargos; renegociamos nossos contratos e diminuímos o custeio da máquina pública; alteramos as regras da Previdência do Estado e criamos a SCPREV, fazendo com que servidores e o próprio governo contribuam com a conta, desarmando uma verdadeira bomba-relógio. Assumimos o papel de protagonistas no desgastante processo de renegociação da dívida dos Estados com a União. Para Santa Catarina, a economia projetada é de R$ 2,5 bilhões até o final do Governo Colombo e de R$ 13,6 bilhões até o vencimento do antigo contrato, em 2028.
Recentemente, criamos uma força-tarefa, reunimos nossos melhores gestores para discutir e buscar meios de incrementar o caixa. Apesar de todas as dificuldades, com arrecadação em queda e inflação em alta, não aumentamos impostos e conseguimos manter os salários em dia. Nosso último balanço mostra que a receita tributária do Estado vem perdendo sistematicamente para a inflação nos últimos 18 meses, o que significa, em valores, R$ 1,65 bilhão a menos nos cofres públicos.
Mesmo diante dos números nada animadores, a saída não é transferir a conta para o cidadão. Estamos convictos de que nossa política fiscal atrai investidores e está transformando o Estado no mais interessante do País para os empreendedores. Em setembro, pelo intermédio do Investe SC, empresários alemães estarão em Blumenau prospectando novos negócios. Em novembro, haverá outra rodada, desta vez em Brusque.
Apesar de ter realizado mudanças importantes, não podemos ir adiante sozinhos. Desde o início da crise, digo e repito que Santa Catarina não é uma Ilha. Se o Brasil vai bem, Santa Catarina também vai. Acredito na força da nossa economia e na tão aguardada guinada. Acredito também que qualquer passo que se dê em direção diferente daquela que nos leve a retomada do crescimento deve ser repreendido. Não há mais tempo para errar.
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