Somando a primeira parcela aos salários de junho e julho, serão R$ 2,3 bilhões colocados na economia catarinense em um intervalo de 30 dias. É dinheiro que deve interferir diretamente no endividamento e nos níveis de inadimplência no Estado, movimentando o comércio em um mês que os comerciantes consideram pouco lucrativo.
Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) de Santa Catarina mostra que os catarinenses planejam pagar dívidas antigas, consumir bens e serviços e ainda guardar pelo menos uma parcela na poupança.
Não podemos - nem queremos - transmitir à população a ideia de que não temos problemas. Ao contrário. A crise que se arrasta há três anos é realidade entre os catarinenses e o segundo semestre de 2016 será dificílimo. As projeções mostram que a arrecadação deve continuar caindo e a inflação subindo. A saída? Ter ousadia, apostar na gestão pública e realizar mudanças estruturantes. Se hoje conseguimos antecipar o 13º salário é porque trabalhamos duro e realizamos movimentos importantes, sempre pensando em garantir um mínimo de sustentabilidade.
No último ano, reformamos a previdência estadual e criamos a previdência complementar, cortamos centenas de gratificações e cargos que não poderão ser ocupados no futuro.
Apesar de todos os prognósticos, sou otimista e acredito que devemos alimentar a esperança, o que não significa esperar. É preciso agir. O Brasil precisa voltar a crescer urgentemente. Em Santa Catarina, estamos fazendo o dever de casa e preparados para a tão aguardada guinada na economia, que certamente virá. É hora de ter foco, força e um pouco de fé.
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